Sobre o Criador 🎬

Bruno Mantovani é músico, produtor, curador e gestor de projetos culturais. Criador da Bolacha Música e vocalista e guitarrista do V̷i̷s̷a̷g̷e̷m̷

Bruno Mantovani atua há mais de 15 anos no ecossistema da música e da cultura, articulando criação artística, produção, curadoria, gestão de projetos, comunicação e desenvolvimento de iniciativas culturais. Sua trajetória transita entre a cena independente, o setor público, o terceiro setor e projetos realizados em parceria com instituições e empresas.

É bacharel em Administração de Empresas pela UNIP (2013) e possui formação pelo CELACC/ECA-USP nas áreas de Mídia, Informação e Cultura (2019) e Gestão de Projetos Culturais (2020). Em 2024, participou do Empretec, programa de formação empreendedora do Sebrae.

É criador da Bolacha Música, plataforma fundada em 2010 e atualmente dedicada à produção de conteúdo e ao desenvolvimento de projetos relacionados à música, arte, cultura e entretenimento.

Música, comunicação e o começo da trajetória

Sua relação profissional com a música começou em 2010, no Hocus Pocus Studio & Café, em São José dos Campos, referência da cena alternativa regional, onde atuou com curadoria e produção técnica de shows.

No mesmo ano, criou o Canal 04, webTV dedicada à cobertura da música independente. Entre 2011 e 2014, foi redator do caderno de cultura Viver& e colunista do Diário de Palco, do jornal O Vale, escrevendo sobre música, cultura e os bastidores da produção artística regional.

Essa experiência deu origem à atuação da Bolacha Música em produção, curadoria e comunicação e, posteriormente, à sua expansão como plataforma de conteúdo dedicada à documentação e difusão da produção cultural do Vale do Paraíba e de outras cenas independentes.

Visagem e a atuação como músico

Paralelamente à produção e à gestão cultural, Bruno mantém uma trajetória ligada à criação musical. Depois de tocar em diversas bandas e passar por diferentes experiências na cena musical independente, atualmente é vocalista e guitarrista da Visagem, banda formada por Bruno Mantovani, Felipe Rinke, Alison Magno e Vitor Friggi.

A Visagem representa uma nova etapa de sua trajetória artística, reunindo referências do rock e metal clássico em uma proposta autoral que busca construir uma identidade própria tanto musical quanto visualmente.

Formada em 2026, a banda lançou seu primeiro single “Abismo”, produzido por Felipe Rinke e Vitor Friggi no AS Estúdio. A faixa também ganhou videoclipe dirigido por GG Di Martino e teve lançamento internacional apresentado pelo portal especializado The Progspace.

Junto à atuação profissional de Bruno, o Visagem ocupa um lugar central em sua relação com a música: é o espaço em que experiências acumuladas como produtor, pesquisador, curador e profissional da cultura encontram sua perspectiva como compositor, guitarrista, vocalista e artista independente.

Essa vivência também atravessa a linha editorial da Bolacha Música. Parte do olhar do portal sobre lançamentos, produção fonográfica, circulação, comunicação, mercado e os desafios da cena independente vem da experiência prática de quem também está do outro lado criando, ensaiando, gravando, lançando e levando música autoral ao público.

Gestão e produção cultural

Desde 2014, integra a AFAC – Associação para o Fomento da Arte e da Cultura, onde participou de projetos relacionados à Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, Casa Olivo Gomes, Centro da Juventude, Parque Tecnológico e Parque Vicentina Aranha.

Atualmente é coordenador de projetos no Parque Vicentina Aranha, atuando na gestão de equipes, produção técnica, planejamento e desenvolvimento de projetos culturais, inclusive por meio de mecanismos de incentivo à cultura.

Ao longo dessa trajetória, participou da realização de grandes projetos e eventos da cidade, entre eles a passagem da Tocha Olímpica, em 2016, o Centenário do Parque Vicentina Aranha, em 2024, o Bloco Galinha D’Angola e a FLIM – Festa Literomusical de São José dos Campos.

Sua atuação em produção e curadoria já esteve relacionada à presença na cidade de artistas como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Maria Gadú, João Bosco, Martinho da Vila, Paulo Miklos, Karina Buhr, Curumim, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Russo Passapusso, André Abujamra, Zizi Possi, Ivan Lins, MPB4 e Filarmônica de Pasárgada, além de escritores, pesquisadores e artistas como Conceição Evaristo, Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Davi Kopenawa, José Miguel Wisnik, Antonio Nóbrega, Laerte, Paulo Lins, Daniela Arbex, Ricardo Aleixo, Noemi Jaffe, Chacal, Beatriz Resende e José Luís Peixoto, entre muitos outros.

Cultura, território e políticas públicas

Entre 2015 e 2023, desenvolveu projetos em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos. Entre eles estão o Escola Interativa, no qual coordenou oficinas formativas em 22 escolas públicas durante o processo de implantação de tablets na rede municipal, e o projeto Territórios, com atividades culturais semanais no Jardim São José II.

Também atuou no Conexão Juventude, em 2018 e 2019, promovendo ações relacionadas à cultura, lazer e cidadania para jovens.

Durante a pandemia de Covid-19, participou da execução de políticas e programas emergenciais destinados ao setor cultural, incluindo ações relacionadas à Lei Aldir Blanc. Entre 2020 e 2021, coordenou e operou transmissões de shows, oficinas, rodas de conversa e espetáculos, experiência que ampliou sua atuação para os formatos digitais e híbridos de produção cultural.

Desde 2017, também atua como produtor credenciado da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, participando de projetos, festivais e programações realizados em teatros, centros culturais e casas de cultura de São José dos Campos.

Em 2021, foi selecionado por edital para a curadoria do Cine Rock, função que exerce desde então. Sua atuação no projeto é pautada pela valorização da música autoral, formação de público, ocupação dos espaços culturais e aproximação entre a produção local e diferentes gerações da música independente brasileira.

Em 2017, criou e coordenou o Festival TMA, dedicado à cena independente regional. A experiência levou ao convite para participar como conferencista da SIM São Paulo 2019, representando o Vale do Paraíba em um dos principais encontros do mercado da música realizado no país.

Produção e projetos especiais

Sua trajetória inclui ainda trabalhos como produtor técnico nos estúdios bLab (2011–2014) e Hocus Pocus Estúdio (2014–2018), além da organização de excursões para grandes shows e festivais entre 2011 e 2023, incluindo Rock in Rio, Lollapalooza, Monsters of Rock e The Town.

No mercado corporativo, participou, junto à Edelman Brasil, da produção executiva do 17º e 18º Cultura Inglesa Festival, em 2013 e 2014, em São Paulo, Santos, Sorocaba e São José dos Campos, em edições que receberam atrações internacionais como Franz Ferdinand e Kate Nash.

Em 2022, coordenou a produção técnica do 2º Seminário Muriquis e Outros Primatas de São Francisco Xavier, realizado em formato híbrido e com participação internacional.

Em 2023, integrou a coordenação de produção do Space Studies Program – SSP23, da International Space University, realizado no Brasil em parceria com INPE e ITA. No projeto, atuou na coordenação de equipes, programação artística, infraestrutura técnica, multimídia e interlocução internacional.

Pesquisa, música e memória

A atuação profissional de Bruno também se relaciona à pesquisa sobre música e cultura.

Na pós-graduação pelo CELACC/ECA-USP, desenvolveu a pesquisa “Música independente em São José dos Campos”, apresentada no IV SICCAL – Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina, realizado na ECA-USP em 2018.

Em 2021, publicou o artigo “Música enfrentando a COVID-19” nos Cadernos de Direito e Cultura, do IDEA – Instituto de Direito, Economia Criativa e Artes.

É também apoiador-fundador do Museum of Post Punk and Industrial Music, em Chicago (EUA), iniciativa criada pelo músico e produtor Martin Atkins e dedicada à preservação da memória da música pós-punk e industrial.

A trajetória de Bruno conecta diferentes lugares do mesmo ecossistema: o palco, o estúdio, a produção, a curadoria, a gestão cultural, a pesquisa e a comunicação.

No Visagem, essa experiência se materializa na criação e na música autoral. Na Bolacha Música, transforma-se também em conteúdo, memória e compartilhamento de conhecimento por meio de entrevistas, matérias, críticas, registros, bastidores e reflexões sobre música e cultura.

São duas frentes diferentes, mas conectadas pela mesma experiência: participar ativamente da cena independente e contribuir para que ela seja criada, registrada, discutida e colocada em circulação.